23 de maio de 2012


"You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Dig in the Dancing Queen"

21 de maio de 2012

We are young

Eu amo videoclip. Algumas vezes acontece de você gostar mais da música por causa dele. Não é o caso do que vou postar hoje. AMO a música, detesto o clip... mas vale a pena escutar!


 

8 de maio de 2012

???

Às vezes me pergunto se faço bem às pessoas. Me pergunto se ele não estaria melhor se tivesse escolhido outra. E sempre achei que isso fosse besteira, que fossem indagações da TPM e não minhas... Mas quando resolvo entrar naquele blog que ele indicou, leio que a menina resolveu curtir mais a vida e está adorando. Quando vou ler os comentários (que sempre leio porque acho que faz parte do blog), vejo um comentário dele dizendo Eu "acho" que viver deve ser bom. Aproveite! E aquilo, despretenciosamente, cai como uma confirmação. Eu não faço bem a ele.

Pra quem sempre tinha um barzinho pra ir com os amigos, passar um sábado inteiro assistindo sete filmes não é viver. Pra quem - a vida toda - conseguiu se planejar direitinho deve ser meio desesperador deixar a maré levar e ficar se equilibrando toda vez que analisa o extrato bancário. Pra quem cresceu numa família alegre, deve ser extremamente cansativo passar a conviver com pessoas confusas, dramáticas, intensas e depressivas.

Eu devia ter sido um pouco menos egoísta e ter desistido disso desde o começo. Esse não é um fardo legal para ninguém... principalmente para uma pessoa que você ama.

Não sei exatamente onde comecei a me "adormecer". Eu sempre tive pra mim mesma que eu era uma pessoa 8 ou 80. E acho que sou mesmo. Mas isso fez com que eu me escondesse das situações. Achava que se fosse numa balada, viraria uma dessas pessoas que só ficam nisso - de segunda à segunda. Que se experimentasse maconha, viraria uma usuária de crack... porque eu sempre quero mais. Que se eu transasse com o fulaninho, logo logo viraria uma ninfomaníaca. Ou seja, achava que eu deveria me privar de tudo ou estragaria a coisa com o meu exagero. Quanta bobagem!!! Mas acabou que me acostumei a viver assim... e não acho ruim (pelo menos a maior parte do tempo). E esqueço que as outras pessoas estão acostumadas a viver...


* Rihanna - Cheers (Drink to that)

29 de abril de 2012

Adolescência

Eu vou fazer 30 anos esse ano mas tenho um gosto altamente adolescente. Adoro pop adolescente, comédias americanas bobinhas e por aí vai... O Cris sabe disso e trouxe o filme "Desenrola" pra assistirmos. Preciso dizer que adorei?! É clichê puro mas é bem real. Aliás, a adolescência em si é um clichê!

Você tem duas opções: ou você é nerd ou você é popular. Porque adolescente tem isso né? Não tem meio termo. Eu era (era?! hehehe) nerd! Lembro que na quinta série, eu e minha amiga ainda íamos com camisetas do mickey às sextas, que não precisávamos ir com uniforme. As outras meninas da nossa sala já tinham namorado, usavam roupas descoladas e tinham o corpo de mulherão, sabe como? Na época não percebíamos isso...

Mas os clichês do filme, também estavam presentes. A gente sempre se apaixona pelo mais extrovertido do pedaço. Aquele que parece que tá sempre andando no red carpet. Tem o sorriso mais lindo, brinca com todo mundo, tem as melhores piadas e blá blá blá. E aí você treme só dele olhar pra você e te pedir uma caneta emprestada. hahahaha Eu lembro que a minha amiga ficou cheirando a caneta por uma semana... ele usava Herrera for Men e a caneta realmente ficou com o perfume! Ou quando - pela única vez - nós matamos aula para ir até a casa deles. Mas peraí... não era bem ir até a casa deles... nós éramos nerds e eles nem sabiam da nossa existência. Nós achamos o endereço pelo catálogo telefônico e matamos aula só para ver como eram as casas por fora. Acredita?! Ah que inocência gostosa... pra nós, era suficiente olhar para o lugar onde eles voltavam todos os dias e imaginar como era a vida deles. Não é besta de tão ingênuo?! Mas eu acho legal...

É claro que hoje em dia, a maioria das adolescentes estão bem longe dessa ingenuidade toda. Mas ainda existem. Na nossa época já existiam as mais saidinhas. Lembro quando uma dessas transou embaixo da mesa de apresentação da feira de ciências, com o menino dos meus sonhos. E eu nem tinha beijado ainda!!! rsrsrs É, eu era bem como a personagem do filme. Vai ver por isso gostei tanto. E também nem sei se rolou mesmo ou se foi boato né? Mas que todo mundo comentou, comentou!

Eu acho os adolescentes lindos. Eles têm um frescor, um brilho diferente... acho legal como são apaixonados, são dramáticos, são intensos mesmo. E assitindo esse filme, senti saudade dessa época. Apesar de não ter sido popular, de nunca ser convidada para as festinhas, acampamentos etc... hoje em dia, quando relembro acho gostoso.

E tem um clip que me transporta para aquele tempo




Ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida
ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras.



Mário Quintana

27 de abril de 2012

Adooooooro!!!



Chiquita Bacana lá da Martinica
Se veste com uma
Casca de banana nanica.

Não usa vestido, não usa calção;
Inverno pra ela é pleno verão.
Existencialista (com toda razão!),
Só faz o que manda o seu coração.

18 de abril de 2012

Feminismo

Houve uma época que eu trabalhava em um lugar extremamente machista e preconceituoso. Era num estúdio de Tv, no Rio de Janeiro. Só por essa descrição, várias pessoas já imaginariam isso... o que não deixa de ser - também - um pré-conceito. Nessa época, eu me transformei numa chata, cricri e barraqueira. Eu não aceitava aquele tipo de situação e rebatia todos os comentários. Talvez seja por isso que não arrumei mais empregos, né? Quem ia indicar uma pessoa dessas?! Não fazia escândalos porque sempre fui tímida (e educada!), mas questionava as coisas... questionava o racismo, o elitismo, a gordofobia e por aí vai...

Esses dias comentei com o Cris sobre um blog que ele segue: o Cem Homens. Porque enxergo a blogueira como eu era naquela época: querendo consertar o mundo e nadar contra a maré. Ela é feminista e, no meu ponto de vista, exagera um pouco nas coisas. Aquela coisa de ver machismo em tudo que acontece, de criticar todas as situações e tudo mais. E vejo que eu era assim. Mas isso é chato, você acaba ficando bitolado demais naquilo ali... sei lá. Admito que acho a ideia do blog (contar a transa dela com cem homens) escrotíssima (e se ela lesse isso aqui, já ia me chamar de machista! rs). Mas se eu não gosto, não comento e pronto! Acho até que a ideia inicial se dissipou e virou mais um blog feminista do que outra coisa... anyway, aí chegamos no assunto principal. Feminismo. Pra ser sincera? Nunca gostei! Não mesmo!!! Até participava daquela comunidade no orkut: "Feminismo é o caralho!", sabe qual? Que dizia que "além de trabalharmos como eles e ganharmos menos, temos que manter a casa, os filhos, ser inteligente, culta, bonita e bem cuidada... e ainda estar disposta para satisfazê-lo sempre." Eu continuo concordando com isso. Por que como a Letícia (do Cem homens) mesmo disse: "Quando uma mulher tem um companheiro que também faz coisas em casa, costumamos dizer que ele a “ajuda”. " 

Só que hoje eu mudei um pouco de opinião. Achei um blog, por indicação da própria Letícia, chamado Ativismo de Sofá e comecei a ler posts antigos. Achei um chamado: MULHERES QUE NEGAM O FEMINISMO, se quiser ler é só clicar aqui. E percebi que estava sendo injusta, ingrata e egoísta, como a própria autora diz.

Infelizmente ainda temos todas essas arestas para aparar. Mas não podemos negar os benefícios que "ELAS" conquistaram para nós. E por isso, deixo um trecho do post das meninas do Ativismo de Sofá:

"...Pensamento crítico é estigmatizado. Se você pensa, verbaliza, discute, é chato, é tedioso ou pior: é arrogante. Por isso acho também que uma boa parcela das mulheres que criticam o feminismo, mas usufruem das suas conquistas, tem medo da não-aceitação."

"Veja bem, se essa mulher sai com os amigos para festas, bebe, tem liberdade sexual, independência financeira, paga as próprias contas, vive a sua vida de forma independente, ela deve tudo ao feminismo. Se um dia criassem uma máquina do tempo, eu gostaria de colocar uma dessas mulheres nela e fazer um passeio (breve, nem precisa ir muito longe) para que ela possa entender a importância do feminismo, talvez levando a presenciar momentos históricos importantes ou mesmo deixá-la no passado (recente) por um ou dois meses. E então veríamos se a opinião dela seria a mesma. Os direitos das mulheres não caíram do céu no colo delas (e nem cairão no futuro breve). As mulheres lutaram muito para adquirí-los."


16 de abril de 2012

Impunidade

Já faz quase um ano que eu e o Cris capotamos com o carro. Além do desespero por ter o carro detonado, tem a gratidão por sairmos ilesos. Tem também a culpa por não entender como eu pude fazer uma coisa dessas. Poderia ter nos matado, poderia ter matado outras pessoas que não têm nada a ver, poderia tanta coisa... Mas graças a Deus não aconteceu nada disso. Eu continuo com a minha consciência pesadíssima por ter provocado isso. E eu não estava bêbada, eu não estava "brincando" de pega, eu não estava falando no celular, nem mexendo no rádio. Eu estava numa reta, menos de um km do posto da polícia federal... não estava chovendo, não estava nublado, nada! Eram quase onze da manhã, com um Sol lindo. O que aconteceu? Até hoje, eu não sei. A maioria das pessoas acham que eu dormi... mas eu não sei.

Tudo isso pra contar que ontem encontramos um amigo do Cris que disse: "Fiquei sabendo que vocês capotaram com o carro também, né? Capotei mês passado!" Aí vira o Cris e diz: "E não aconteceu nada? Você foi salvo pelo cinto de segurança também?" Ele não respondeu nem que sim, nem que não. Agora eu acho que ele não usava cinto. Porque na continuação da conversa ele disse: "Eu tinha bebido sim, mas não tava chapadão... não sei o que aconteceu!" Bom, eu sei o que aconteceu meu querido: você é um irresponsável, imaturo e babaca... isso que você é! Mas não falei nada, é claro. Acho que esse é o crime com impunidade que mais me irrita. Sempre fiquei muito irritada com isso. Nunca tive ninguém na família que sofreu com isso... mas me irrita como se tivesse. Acho tão inacreditavelmente babaca alguém que decide que é fodão o suficiente para dirigir bêbado. Quer se matar? Be my guest! Mas não coloca outras pessoas que não tem ligação nenhuma com sua bebedeira, no meio.

E hoje, logo cedinho, vejo que um desses otários matou uma menina de 14 anos, que estava na calçada com o pai e a irmã. Cara, é muito revoltante. Não é possível que não exista uma lei capaz de prender um filho da puta desses. E não há! O cara que matou a mãe e a irmã do Rafael Baltresca (que também estavam na calçada) não precisou pagar nem fiança e está solto por aí... bebendo e dirigindo. Absurdo!!!!

Eu já sabia do site do Rafael e sempre deixava para assinar a petição depois. Acabei de assinar! Precisamos mesmo, urgentemente, mudar essa lei. E ainda faltam muiiiitas assinaturas. Então peço, assinem! Você gasta menos de cinco minutos. O site do Rafael é esse aqui: Não foi acidente! Espero que você assine também!!! E agradeço desde já!


13 de abril de 2012

12 de abril de 2012

Mais sobre o facebook

Tem um tempo que deletei o meu. Hoje em dia não tenho orkut, facebook, twitter... nada! As únicas coisas que me separam de um "excluído digital" são: o blog e o flickr (que uso só para enviar fotos dos meus sobrinhos para minha outra irmã que mora longe).

Sinto falta daquela bobeira de ficar olhando o que os outros estão fazendo da vida, o que estão pensando etc. Mas não sinto falta nem um pouco de ver coisas como eu vi hoje no Facebook do Cris... uma menina comentando que o face comprou o instagram: "ih, já era... agora não veremos mais creme brulè nas fotos, veremos habib's... ou pior, feijão com arroz!"

Sabe, esse tipo de coisa foi o que me fez deletar a minha conta. Cansei de gente falando francês só pra se sentir superior, gente que fala que o face está orkutizando quando, na verdade, está querendo dizer que os "pobres" estão tendo acesso. Gente que posta foto do aeroporto e diz: "ai, ai... agora ouvimos nóis vai no aeroporto. Eles estão invadindo!" Concordo que é um erro gritante e não entendo como ainda falam assim (mesmo quem não tem estudo assiste novela, por exemplo, e lá falam nóis vai?! Enfim...) mas não entendo a parte do "eles estão invadindo". Acho tão prepotente! E, infelizmente, no meu mural só se via isso... então, cansei!

E acho que tô melhor sem!!! :)


9 de abril de 2012

4 de abril de 2012

"Vivemos perseguindo sonhos. Quero isso, quero aquilo. Quando conquistamos, mudamos o foco. Queremos mais, sempre mais. Então me pergunto: quero tanto. Quero muito. Quero sempre. E o que faço? O que dou? A gente precisa se doar. Arrumar um tempo e fazer mais. Agora você me pergunta: mais o quê? Não sei. Cada um tem uma resposta, uma vida, um passado. De repente, você tem um problema com seu pai. Faça mais. Seja mais tolerante, menos amarga, menos impaciente. De repente, você tem um problema no trabalho. De repente, você sofre pela falta de amor. De repente, você só vive para os outros. De repente, você não vive para os outros. De repente, o egoísmo é o teu par. De repente, você é bonzinho demais. Não sei. Descubra a sua resposta. Arrume um tempo e faça mais. Por você, primeiro por você. E depois pelos outros."
Clarissa Corrêa
 
 

28 de março de 2012

I know it's hard...

 
"I know it's hard, it's hard
But you've broken all my walls
You've been my strength, so strong
And don't ask me why I love you
It's obvious your tenderness
Is what I need to make me a better woman
to myself, to myself, myself
You're gonna save me from myself"
 
 

16 de março de 2012

"Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre."


Martha Medeiros
 

14 de março de 2012

8 de março de 2012

Como nossos pais

Estava com esse assunto na cabeça há um tempo e não sabia direito como abordá-lo. Há tantas variáveis e só quero comentar sob uma perspectiva. Provavelmente vai ficar confuso... mas tudo bem.

Por esses dias eu li no blog da Luana esse post aqui e no blog da Caroline, este aqui. Os dois me tocaram por estarem relacionados justamente ao tal assunto. E aí passei a pensar mais ainda nisso.

"O que nossos pais fizeram por nós."

E cheguei à conclusão que fizeram o que puderam. Ninguém pode dar o que não tem, é o que dizem. E é bem por aí... ando lendo o livro da Lya Luft - Perdas & Ganhos - e lá, ela também comenta sobre isso. Como criar crianças auto confiantes, determinadas, livres, com uma auto estima saudável?!

Hoje enxergo defeitos e maus hábitos da minha mãe em mim. É culpa dela? Não, não é. Se tenho consciência deles, por que não mudo? Por que minha a minha resposta para tudo é: "porque é difícil"?

Eu sou filha mais nova, temporão (conhece esse termo? quando uma criança nasce beeeem depois dos irmãos), tive praticamente 3 mães. Sim, eu sou mimada. Várias pessoas já disseram isso. E eu acho isso ruim? Não, não acho não. Estranhamente, isso me dá a certeza de que fui amada. E bem amada. A minha infância não foi difícil, tive regalias, tive amor, carinho.

Mas como se ensina alguém a se amar? A confiar em si mesma? Eu sempre preciso de empurrão, de elogio, de incentivo. Isso é cansativo, eu sei. Porque quando tenho que lidar com alguém assim, não tenho paciência. Por isso, tento mudar.

Lembro que desde a pré adolescência, eu fazia listinhas do que mais odiava em mim, no meu diário. Que coisa mais horrível, penso hoje. Que perversidade é essa com si mesma?

Minha irmã já disse que eu deveria cuidar de mim, como cuido dos outros. Meu marido também disse isso uma vez. É verdade, acho que essa é uma das minhas maiores qualidades: fazer o possível pelos outros. Mas por que não consigo agir assim quando se trata de mim mesma? Bate preguiça, começo a adiar e nunca faço nada.

Eu e minhas irmã já conversamos sobre isso. Somos todas mais ou menos assim. E até conseguimos dinstinguir quais foram os erros dos meus pais. Mas sem querer, vemos nossos sobrinhos serem criados nos mesmos moldes. E aí que cai a ficha: não é de propósito. Mas é claro que não é!!! Acho que ninguém chega a pensar que é mas fica aquela sensação de descaso, sei lá. E agora vemos que não é isso. A vontade de acertar é grande mas a vida é tão complexa e confusa. Eles são humanos. Como diz Renato Russo: "são crianças como você".

Fazendo uma restrospectiva você vê que tinha trabalho, tinha conta pra pagar, tinha relacionamento complicado para administrar... tinha um monte de coisa. E eles tinham só 20 anos! Nem com trinta, eu me imagino fazendo aquilo tudo. É claro que tem gente que diz: por isso eu não vou ter filhos. E é a solução? Se você quiser ter filhos, tenha. Mas acho que devemos estar preparados, principalmente, para errar. E eu, definitivamente não estou.

O que eu quero achar é uma forma de recuperar tudo isso. Essa confiança, determinação, auto estima, sabe? Quero parar de culpá-los pelos meus erros. Pelas minhas feridas. Eles fizeram o possível. Me amaram da forma que conseguiram, que podiam. Analisando como foram criados vejo que fizeram por mim mais do que os meus avós fizeram por eles. E acho que o caminho é esse mesmo.

Acho saudável ter essa análise. Mas tá na hora de sair da teoria, né? Prometi uma coisa a mim mesma, de presente de aniversário de 30 anos. Ainda dá tempo, faltam quase 8 meses... já que eu nasci prematura, é o tempo exato de um renascimento. Tá mais do que na hora!


7 de março de 2012


 
"And you are such a fool
To worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now... my oh my

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and now you can't get out of it"

5 de março de 2012

29 de fevereiro de 2012

A vida da gente

Essa semana acaba a melhor novela que já vi. Desde o primeiro capítulo, me apaixonei e não perdi capítulo nenhum. Hoje, Ana e Manu fizeram as pazes. Chorei feito criança. Pensei em te mandar um sms, mas o medo de ficar sem resposta foi maior e deixei de lado.

Continuo sonhando que estamos brigando, alternando com sonhos que estamos felizes, passeando. Sonhando com o tempo que éramos nós quatro, unidas. E sinto raiva, sinto tristeza, sinto culpa, mas acima de tudo, sinto amor.

Como esquecer que você era aquela que saía feito uma louca pra me defender do menino que cismava em me bater, quando eu era criança? Como esquecer que você me encorajava a ligar pros namoradinhos, dizendo para eu não ter medo porque o "não", eu já tinha? Como esquecer a sensação maravilhosa que você me proporcionou ao me deixar ser madrinha dos seus filhos?

Você é aquela que fala absurdos no meio da briga, que busca a pior ferida e joga álcool em cima, que mistura as coisas, os assuntos e age sem pensar. Mas eu também sou essa. E te peço desculpas por isso. Já pedi... e peço de novo.

Eu realmente estou com saudades de você, como escrevi há um mês atrás no sms... mas você não respondeu. Pelo jeito, me riscou da sua lista. De qualquer forma, quero que saibas que tô aqui pro que você precisar, como disse naquele setembro de 2009. Eu te amo, sempre vou te amar.

Sei que me meti na sua vida, que errei. Não prometo nunca mais me meter. Porque eu quero o seu bem e sempre que achar que você corre o risco de sofrer, vou tentar te alertar. Mas da próxima vez, vou tentar fazê-lo da forma certa. Mostrando que te amo, e não te julgando.

É só isso... eu te amo e sinto sua falta.

* Maria Gadu - Oração ao Tempo

28 de fevereiro de 2012

Audiovisual

Eu fiz faculdade de Comunicação Social com habilitação em Rádio e Tv, o que hoje estão chamando de Audiovisual. Na verdade, quando eu entrei na faculdade já estavam pensando na mudança de nome, mas só agora ocorreu.

Acho graça quando eu falo que sou radialista e as pessoas imediatamente perguntam: você é locutora de rádio?! Ou então quando eu falo que trabalhava com edição de imagens, sempre relacionavam isso ao Photoshop. Não... nem uma coisa, nem outra. Sim, eu poderia virar locutora de rádio, mas não virei. Eu poderia ter virado cinegrafista, editora, produtora, diretora e mais um monte de coisas. Mas não virei nada.

E do que a faculdade me serviu?! Pra nada! Tá, não sejamos tão radicais assim. Sempre gostei das aulas de psicologia, de antropologia, sociologia e filosofia. Sim, na grade tem isso. Gostava também das aulas técnicas - menos de roteirização... chato demais! Trabalhei um tempo com isso. Hoje eu vejo que gostava... mas sei lá, como minha irmã diz: "eu não sou uma pessoa de comunicação". É, acho que não sou mesmo. É claro que não se pode generalizar, mas o estilo das pessoas da área não era bem o meu. Engraçado que, quando eu fiz um teste para uma emissora daqui de Belo Horizonte, percebi que o "clima" era mais ou menos o mesmo.

Enfim, nem sei porque comecei a falar de mim se o propósito do post era outro. Vi esse vídeo através do Jacaré Banguela (aquele site tosco que vez ou outra coloca algo engraçado, sabe?) e fiquei apaixonada. E pensei: acho que foi por isso que quis fazer audiovisual!!! Que lindo, que obra de arte, que trabalhoso! Lindo demais!!!!



O site do cara que fez isso é esse aqui: Keith Loutit's Small Worlds e tem mais vídeos, de vários lugares do mundo. Não conhecia essa técnica e achei show!

27 de fevereiro de 2012

O amor e outras drogas

Esse fim de semana nós assistimos "O amor e outras drogas". Amei o filme... Ri, chorei, cantei junto com a trilha sonora. Super recomendo!

Nele tocou uma música que eu sempre amei, mas nem lembrava mais. Sabe quando você lembra de uma determinada época da sua vida e várias cenas repassam rapidamente na sua cabeça? É tudo tão rápido, tão junto que nem dá pra especificar nada. Mas você sente o cheirinho da época. Isso sempre acontece comigo, tenho uma memória olfativa forte e todas as memórias vêm acompanhadas dos respectivos perfumes...rs

Essa música é da minha pré adolescência. E eu lembro de colher moranguinhos silvestres com as minhas amiguinhas pelo condomínio. Lembro da inocência que tinha na época. Da ansiedade em viver, em "crescer" logo. Do juramento que fazíamos em sermos um trio para sempre. De só voltar pra casa quando estava acabando a novela das oito. Fícavamos no pátio a tarde inteirinha. Tinha de tudo: conversas, brincadeiras e umas briguinhas de vez em quando. Época boa. E essa música, me lembrou disso tudo... Que legal ter vivido isso.




"Said if you want to call me baby
Just go ahead now
And if you like to tell me maybe
Just go ahead now
And if you wanna buy me flowers
Just go ahead now
And if you like to talk for hours
Just go ahead now"


24 de fevereiro de 2012

Cute, cute, cute!

Comercial fofo!!! :)
AMEI a música e ninguém no youtube conseguiu descobrir quem canta...




Instabilidade

Não sei como vou lidar com minha instabilidade quando estiver grávida. Se é que um dia vou estar... Por vezes quero, outras não. Reparando no blog, dá pra notar como vou láááá embaixo nos períodos de TPM. Isso me preocupa. Em alguns meses isso dura duas semanas, ou seja, metade do mês na fossa. Sem motivos aparentes. Coisas que eu entendo, aceito e até gosto, se transformam no grande vazio existencial. Ai, que saco isso.

E estava pensando... a princípio, não "divulgava" esse blog nem quando comentava em outro. A partir de um momento, não sei por que, coloquei no meu perfil. E isso é estranho... Poucas pessoas vêm aqui, mas já é o suficiente para me deixar na dúvida sobre o que devo postar ou não. Antes, isso aqui era o meu diário. Escrevia sem me preocupar no que pensariam de mim. Quando percebi, coloquei um post cheio de fotos minhas e do meu marido. Me senti exposta dias depois. Eu estava feliz e queria dividir minha felicidade, ilustrá-la. Pensei em deletar o post. Ah, mas que bobagem! Grande coisa, ninguém tá preocupado com isso, além de mim.

E eis que surge o medo de acharem esse blog deprê demais. Enfim, eu sou um pouco assim. E como disse lá em cima, sei que isso é bagunça hormonal. Preciso de um check up urgente. De qualquer forma, a minha explicação é essa... esse é um blog-diário. Então eu escrevo aqui quando estou muito feliz, ou muito aflita, ou muito triste, ou quando alguma coisa chama minha atenção.

Mas voltando à instabilidade. Isso não é normal, né? Num dia você se acha o lixo do universo. Uma fracassada que não consegue realizar nada direito e sente que sua vida está passando enquanto você assiste tudo paralisada. No outro você está animada, acredita nos seus sonhos, se sente capaz de realizá-los e consegue enxergar a beleza da vida. Tô meio cansada dessa gangorra toda. E tenho medo de outras pessoas cansarem também.

* Maria Mena - Belly up

21 de fevereiro de 2012

E meus amigos, cadê?!

Não sei como me classificar. Nem é por oposição aos rótulos, não. De certa forma, acho que tudo nos leva a isso mesmo - sem preconceitos - apenas como definição. Tenho a minha simplicidade, a minha pequenez mas também carrego toda a complexidade digna dos seres humanos. Portanto, fica difícil um adjetivo só... tímida, teimosa, mimada, chorona, caseira, extremista, carinhosa, leal, romântica, um milhão de coisas! Mas fico aqui pensando o que me trouxe até o ponto que estou hoje.

Foi a timidez? Foi o extremismo?

Entendo perfeitamente quando Adriana Calcanhoto diz: "e meus amigos, cadê?!" É bem isso...

Nunca fui de ter muitos amigos. Sou uma pessoa desconfiada, meio fechada. Era daquelas que estava sempre grudada com uma amiguinha especial, sabe? O máximo de "turma" pra mim, eram seis meninas e olhe lá. Mas cadê toda essa gente? Quando os problemas (delas) aparecem, lembram do meu e-mail, do meu telefone, do meu endereço. Só nesses casos. Mesmo assim, sinto falta. Me sinto excluída e fico procurando onde errei. Nessas horas me sinto com 7 anos. Mas tudo bem... 

Todo mundo sabe que é saudável ter amigos. Eu acho mais que isso, acho divertido, gostoso. Talvez o problema esteja na minha dificuldade gigante em fazer amigos e na impossibilidade de rever os antigos com frequência, já que estamos morando em cidades diferentes.

E, estranhamente, parece que passo isso para as pessoas. O Cris sempre foi tão cheio de amigos e eu achava isso super legal. Um novo mundo que poderia se abrir pra mim. E o que aconteceu foi o oposto do que imaginava. A minha dificuldade é tamanha, que talvez tenha interferido nas amizades dele. Talvez sim, talvez não. Vai saber?! O fato é que ficamos assim... os dois com saudades dos amigos e nos sentindo meio abandonados.


* Engenheiros do Hawaii - Somos quem podemos ser

17 de fevereiro de 2012

Saudade

Engraçado como as coisas funcionam... você sente falta do cheiro da chuva chegando, do friozinho quando o ruço baixa, sente falta do chiado no "s". Fecha os olhos pra lembrar como gostava de admirar a Praia de Botafogo ou a Praça da Liberdade, de dentro do ônibus. Observar as pessoas caminhando, observar o chafariz da praça, suas árvores, a catedral, a faculdade... e lembra de pensar: "Que lugar lindo, meu Deus! Obrigada por eu passar aqui todos os dias." Da mesma forma quando via o Quitandinha, logo depois do ônibus virar aquela curva. Saudade disso tudo.

Saudade de entender perfeitamente o que as pessoas querem dizer. Sem erros de interpretação. Impressionante como o "raciocíno" muda de um lugar pro outro. A linha de pensamento, sabe? As brincadeiras, o "approach", é tudo diferente.

E eu sinto falta disso... de ser entendida. De estar à vontade. E sinto falta também de saber exatamente de onde estou vindo e pra onde vou. De saber, de cor, tudo que vai passar no percurso... todas as ruas, as casas. De me sentir em casa. De ter aquela sensação... Ufa! Tô no meu lugar!

Saudades de passar os dias com meus sobrinhos. De abraçá-los BEM forte, de pedir um "esmago" e ouvir aquelas vozinhas dizendo "dindinha". Saudade de me sentir amada, de uma forma que só a sua família consegue fazer. Até mesmo nos momentos de briga. Saudade de tanta coisa que chega a doer.

* Adele - Chasing Pavements

16 de fevereiro de 2012

Breathe

Fonte

"...'Cause you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass, glued to the table
No one can find the rewind button, girl
So cradle your head in your hands

And breathe, just breathe
Oh breathe, just breathe...
"



* Anna Nalick - Breathe (2AM)

15 de fevereiro de 2012

Just like that...

Clique para aumentar

Tirado daqui.

14 de fevereiro de 2012

8 anos depois...

Eu conheci meu marido na internet. Aliás, minha irmã conheceu por mim! hahaha Vou explicar melhor... lembro como se fosse hoje, minha irmã no chat do Terra, conversando com um cara e rindo D-E-M-A-I-S. E ela só falava: "Esse cara é muito engraçado!" Pois bem, eles viraram amigos. Eu lembro que ela me contou que ele tava na fossa por causa de uma ex (eu também estava), e queria conselhos de pessoas mais velhas, alguma coisa parecida. Minha irmã tem 10 anos a mais que ele e é uma querida. A melhor pessoa que eu conheço. Mas voltando à nossa história... Aí, sei lá depois de quanto tempo, minha irmã vem com uma conversinha:

- Ju, acho que vou passar seu icq (quem lembra?!) e seu msn pro Cris... pode?

Aí eu: - DEUS ME LIVRE!!! Tá me chamando de encalhada?! Eu não preciso que você arrume namorado pra mim!

- Mas Ju, ele é super legal... ele é engraçadíssimo! (Ela fala isso até hoje...rs)

Eu: - Não! Não quero, onde já se viu?!

E nisso, minha mãe morrendo de rir do meu drama por uma coisa boba. Minha irmã não tava me oferecendo um marido (a-há!), ela tava me oferecendo um amigo!

Nem lembro como, eu aceitei. Começamos a conversar e eu, logo de cara, também ria D-E-M-A-I-S com ele. Até hoje, não sei dizer o que me faz achar tanta graça... ele não é aquele cara que fica contando piadinhas (apesar de eu adorar aquelas curtinhas, sabe?) mas ele é engraçado de uma forma espontânea.

Ficamos nesse bate papo virtual por uns 6 meses, eu acho. Conversávamos a tarde inteirinha. Era bom demais. E é claro, foi surgindo o interesse. Lembro do dia que eu criei coragem e pedi o telefone dele. Na hora ele disse: "- A fulana nunca quis o meu número." Sabe jogador de futebol depois de fazer o gol? Que faz aquele "YESSSSSS!" no ar?! Eu fiz assim! hahaha Sem querer, dei uma bola dentro!

No dia de ligar, morri de vergonha. O que eu fiz?! Pedi minha irmã pra ligar... ela conversava com ele há mais tempo e tal. Ela ligou, falou rapidinho e passou o telefone pra mim. Não sem antes zoar do sotaque dele. hahahaha (nós somos cariocas e ele é mineiro) Aquele dia, conversamos por horas... fui dormir feliz da vida. Que voz gostosa ele tinha!

Trocamos fotos e quase uns 9 meses depois do nosso primeiro "oi" na internet, ele foi até a minha cidade. Que dia era?! Valentine's Day... dia de São Valentim! Se você não conhece a história, clica aqui, vale a pena... é linda! Isso já era um sinal pra mim, que sou super romântica. Passeamos, eu mostrei a cidade, quase não olhava pra ele de tanta vergonha, até que ele tomou iniciativa e nos beijamos. À noite, no meu quarto ele me chamou, olhou bem nos meus olhos e disse: "- Eu sei que vai ser difícil pela distância mas... Ju, quer namorar comigo?" Ai gente, diz se não é um fofo?!


A partir desse dia, eu comecei a entender o que é ter um parceiro do seu lado. Não só um cara que tem uma baita química com você, que você ama e ele te ama de volta. Mas também conheci um cara super amigo, compreensivo, carinhoso, dedicado. E eu espero ser tudo isso para ele também. No dia 05/02, fizemos um ano de casados e hoje... 8 anos de namoro! Te amo Bu, you'll always be my valentine!!!!

Obrigada por ser quem você é!!! Te amo demais!!!

13 de fevereiro de 2012

Só porque é linda!



"Toda vez que eu volto
Tô partindo
E no sentido exato
É por saudade
Ah! coração taí a festa
E nós
Por aí vai
Nossa colorida idade

Diga depressa com quantas paixões
Faz-se a canoa
Do amor que a gente quer
E quando eu não voltar
Acenda o mesmo lume de estrelas
Que eu deixei no teu olhar"


12 de fevereiro de 2012